Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a paz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor...
Natal!... Reina a Celeste Barcarola!...
Enquanto te refazes na alegria,
Muita gente padece a noite fria
Ao rigor da aflição que desconsola.
Desce à escura tristeza que te espia
Do cárcere de angústia em que se isola...
E espalha o bem por sacrossanta esmola
Do teu farnel de luz e de harmonia!
Abre o teu coração!... Ajuda e abraça
O sofrimento ou a sombra de quem passa
Em desespero rígido e infecundo!...
E o Cristo, renascendo no teu peito,
Será, contigo, o Amor puro e perfeito,
Tecendo a paz e a redenção do Mundo.
Auta de Souza
do livro: Antologia Mediúnica do Natal