DECISÃO E TEMPO – QUANDO CHEGA O MOMENTO DE ESCOLHER

Autor: Edegar Tão

Primeiro a erva, depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga.

Jesus – (Marcos, 4:28)

Em muitas passagens do Evangelho, podemos encontrar orientações de Jesus a respeito do tempo e da decisão.

Nosso Mestre bem-amado sabia das nossas fragilidades, assim como das tendências impulsivas e imediatistas que abraçamos, especialmente para conquistar benefícios ou êxitos sem o esforço e trabalho indispensáveis. Trata-se ainda da consciência iludida ante o dever e a responsabilidade que circundam todas as realizações edificantes.

Já entendemos que os mecanismos evolutivos não violentam as Leis da Natureza, leis estas imutáveis porque são as Leis de Deus.

Nada há que se transforme dando saltos evolutivos, pulando etapas ou ignorando requisitos prévios. As transformações sempre ocorrem respeitando o tempo necessário.

A própria natureza muito nos ensina; não raro, entretanto, por estarmos distraídos, perdemos a análise de belas lições.

A lagarta, quando mergulha no silêncio encasular, inicia sua lenta e progressiva transformação para o belo, para a liberdade. De crisálida algemada e ignorando seu silencioso processo de mudança, ressurge metamorfoseada, alçando voos bailados de alegria e cor, nos “jardins da vida“.

As transformações para melhor são realizações encadeadas gradativamente. Passo a passo, ela se dará. Passos não são saltos ou pulos; são apenas sequências de deslocamentos graduais, que respeitam a própria capacidade daquele que os dá.

Jesus, no Evangelho de Marcos, nos deixou registrado, com incrível simplicidade, o espírito de sequência e conexão existente nos mecanismos evolutivos da vida: “Primeiro a erva, depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga”.

Assim, também há momento certo para agir. E para agir no momento certo, necessitamos da luz da compreensão para clarear o caminho.

Nossas escolhas são frutos exclusivos da nossa compreensão diante das coisas do mundo; de como as vemos e a maneira que com elas interagimos.

As crenças, histórias de vida, objetivos, formação educacional, preconceitos, inclinações, o meio social em que estamos inseridos, o papel que ora exercemos, tudo isso está intimamente ligado à nossa habilidade de decisão e o impacto causal de nossas opções.

Decidir é ter olhos para ver; encontrando as sinalizações indicativas rumo ao caminho certo que o Divino Farol seguramente iluminará, clareando nossos passos com perseverança e determinação.

Decidir é ter ouvidos para ouvir; auscultando nossos sentimentos em harmonia com as intuições e vibrações superiores.

Decidir é compreender o tempo de agir, entrando em verdadeira sintonia com a vontade de Deus e uma vez a ela sintonizado, seguirmos adiante sem esmorecimento.

Entenderemos que Deus não nos boicota e que se ainda não atingimos o objetivo desejado é porque ainda não desenvolvemos as condições ideais para lá chegarmos.

A força do tempo iluminada pelo trabalho em benefício de todos, culminará em melhores e superiores escolhas.

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